quarta-feira, 6 de maio de 2015











Para o mosquito, nós somos a espécie mais fedida



Uma nova pesquisa indica que, para certas espécies de mosquitos, você “fede” mais do que seu cãozinho.
Não é novidade que alguns mosquitos são “loucos por humanos” (antropofílicos). Eles amam nosso cheiro de suor. A espécie que transmite a malária (Anopheles gambiae), e as espécies que espalham dengue e febre amarela (Aedes aegypti), são particularmente centradas em pessoas.
Segundo o estudo, isso pode ser porque os seres humanos emitem perfumes originais que não são vistos em outras partes do reino animal. A composição única do suor humano parece explicar o seu efeito sobre esses mosquitos antropofílicos.
Os seres humanos têm três tipos de glândulas: as sebáceas, encontradas em todo o corpo, mas principalmente no rosto e na cabeça, que produzem óleos para proteger a pele e o cabelo; as écrinas, encontradas em todo o corpo, que produzem o suor para regular a temperatura (mas este suor é basicamente água com pequenas quantidades de sal e de outros compostos) e as mais fedidas de todas, as glândulas apócrinas, encontradas na axila e nas áreas genitais.
As glândulas écrinas são as mais abundantes no corpo humano, diferente da maioria dos outros mamíferos. Os cães, por exemplo, penam para regular sua temperatura corporal, porque suas glândulas écrinas são limitadas principalmente à base de suas patas. Os chimpanzés e gorilas têm uma mistura de cerca de 60% glândulas écrinas e 40% glândulas apócrinas. Macacos, gibões e orangotangos têm cerca de 50-50%.
A composição de secreções humanas também nos diferencia. A oleosidade da pele humana é cheia de moléculas, chamadas ácidos carboxílicos. Outros mamíferos não têm esses compostos. Assim, em uma sala cheia de vacas e você, você seria sem dúvida o alvo do mosquito.
Um dos detalhes importantes da pesquisa é a conexão com as bactérias que vivem em nossa pele. As bactérias são responsáveis por quebrar as moléculas de suor e deixá-las mal cheirosas. Cada pessoa tem uma “impressão digital” bacteriana. Estas diferenças individuais poderiam explicar porque uma pessoa atrai tanto mosquitos, enquanto a pessoa ao seu lado está em paz.
A predileção por sangue humano é o que torna o A. gambiae e o A. aegypti tão perigosos. Os pesquisadores afirmam que compreender os atraentes químicos humanos pode ajudá-los a desenvolver armadilhas e repelentes, impedindo assim doenças infecciosas.
Porém, há tantas espécies e substâncias químicas que, quando se trata de compreender os compostos envolvidos, os pesquisadores não estão nem na metade do caminho.
O que eles sabem é que crianças tendem a ser menos picadas por mosquitos da malária, talvez porque seu suor seja menos pungente ao A. gambiae. Mas eles picam homens e mulheres na mesma medida. Já o mosquito da febre amarela e da dengue gosta muito mais de homens.
Outra descoberta é que algumas pessoas parecem excretar repelentes naturais. Talvez seja possível produzir e vender um repelente de mosquitos com base nesse estudo. Uma armadilha com uma mistura de ácidos carboxílicos também está sendo testada na África. No momento, não existem armadilhas tão atraentes ao mosquito quanto os seres humanos, mas se for possível replicar nosso cheiro com produtos químicos, uma armadilha extremamente eficaz poderia ser criada.

domingo, 3 de maio de 2015

5 razões pelas quais o casamento tradicional chocaria nossos antepassados

Publicado em 2.05.2015
Desde que a igualdade no casamento se tornou um tema nacional de conversa, temos ouvido muito sobre o “casamento tradicional”. Para as pessoas que são contra os gays se casarem, parece haver essa ideia de que, se pudéssemos simplesmente continuar com a mesma maneira como as pessoas se casavam nos dias antigos, tudo estaria bem com o mundo.
O problema é que a maioria de nossas suposições sobre como o casamento era no passado são erradas.
*Antes de começarmos essa lista, vale a pena lembrar que o casamento é uma coisa cultural, que muda de acordo com tradições e locais. A maioria dos itens dessa lista se concentra no mundo ocidental, porque é onde o Brasil se encontra. Devido a colonização europeia, também é essa a nossa influência. Os índios nativos da região nem sequer se casavam e muitas tribos eram poligâmicas.

1. As pessoas não se casavam super jovens

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Você já deve ter ouvido a ideia conservadora de que você deve conhecer o seu futuro esposo ainda na escola e se casar no máximo quando terminar a faculdade. Apesar das coisas estarem mudando, ainda há quem ache que ter 21 anos, mas não ter um namorado é “ficar pra titia”.
Além disso, muitos assumem que todos os nossos antepassados se casavam muito jovens. Em parte, isso é influenciado pelos famosos casamentos históricos entre a realeza.
O casamento real certamente sempre foi diferente do resto da população. Ainda crianças, príncipes e princesas praticamente já sabiam que tinham apenas dois ou três potenciais companheiros com os quais poderiam se casar. Isso porque eram geralmente usados como moeda de troca em tratados ou alianças. Assim, em torno da puberdade, fazia sentido do ponto de vista político já “empurrá-los” para alguém.
No passado, mesmo quando as pessoas se casavam jovens, muitas vezes não viviam juntas, e certamente não tinham relações sexuais por muitos anos.
Em geral, a idade de casamento na Europa Ocidental tem permanecido constante. Registros ingleses a partir de 1600 mostram que as noivas tinham entre 23 e 24 anos e os noivos 26 e 27. Quando colonos na América começaram a se casar um pouco mais jovens, isso foi considerado bastante estranho. A idade de casamento na América logo voltou para o padrão normal e, em 1890, a maioria dos casais se uniam na metade ou fim dos 20 anos novamente.
Embora tenha havido circunstâncias extremas onde crianças no final da adolescência começaram a se casar regularmente – como após a Peste Negra e na Segunda Guerra Mundial, por conta de uma dizimação da população -, em geral, as pessoas sempre tentaram adiar este compromisso ao longo da vida até que estivessem realmente prontas.

2. Os casamentos eram curtos

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Hoje em dia, o grupo demográfico com maior probabilidade de se divorciar são casais que estão juntos há mais de 30 anos. Por que é que os nossos antepassados poderiam ficar juntos por toda a vida, mas hoje as pessoas são tão determinadas a cair fora de seus relacionamentos?
Pensamento errado. As pessoas sempre caíram fora de seus relacionamentos.
Primeiro porque no passado as pessoas morriam mais cedo. Muitos casamentos não duravam mais de 4 a 12 anos, porque alguém já estava apodrecendo no chão nesse ponto. Quem sabe quantos desses casais iriam querer se divorciar depois de 30 longos anos juntos, ouvindo as mesmas histórias chatas?
Aliás, não era preciso esperar 30 anos. Casais não eram obrigados a ficar em casamentos infelizes. Não sei porque as pessoas entram em pânico sobre como o divórcio vai arruinar a sociedade, se tem sido quase sempre legal no mundo ocidental. Na Grécia e Roma antigas, o divórcio era permitido. O mais famoso divorciado de todos os tempos é Henry VIII, cuja PRIMEIRA separação (de muitas) ocorreu em 1534. John Milton, poeta inglês famoso, também escreveu quatro livros sobre como o divórcio era nos anos 1640.
Nos Estados Unidos, o censo de 1870 revelou um elevado número de divórcios. Por volta de 1920, era algo tão comum que a sociedade estava convencida de que o casamento em breve seria uma coisa do passado. E aqui estamos, quase 100 anos mais tarde, ainda querendo amarrar nossos burrinhos (mas soltá-los quando for conveniente).
No Brasil, em 1827, com a proclamação da independência e a instauração da monarquia, o casamento permaneceu sob influência direta e incisiva da Igreja. Apesar do divórcio só ter sido instituído oficialmente em 28 de junho de 1977, desde o Brasil Império (1861) a Igreja Católica foi obrigada a se flexibilizar, começando por passar a autoridade civil o ato de julgar a nulidade do casamento. Isso significa que, ainda que não houvesse o rompimento do vínculo matrimonial, desde essa época era possível a “separação de corpos”.

3. Famílias sem um pai ou mistas sempre foram normais

Father Holding Daughter's Hand
Todo esse divórcio e mortes significava que, no passado, muitas pessoas encontravam-se na faixa dos 20 e 30 anos solteiras, mas com filhos. A maioria queria se casar novamente. Por isso, famílias mistas sempre foram comuns.
Alguns historiadores pensam que padrastos e enteados eram quase mais comuns do que famílias originais no período medieval tardio. Mesmo terceiros casamentos não eram raros, e enteados eram considerados tão filhos de uma pessoa como seus próprios entes biológicos. Isso não significa que todos os novos casamentos eram rosas, claro. A ideia da “madrasta má” remonta a, pelo menos, Roma Antiga.
E, se os montes de viúvos não escolhessem casar de novo, criavam seus filhos sozinhos. Outro problema supostamente “moderno” que vai arruinar a próxima geração – pais solteiros – é na verdade algo que sempre existiu.
Os gays são os principais alvos dessa ideia ridícula de que todas as crianças precisam ser criadas por uma mãe e um pai ou de alguma forma vão se ferrar. De acordo com estes argumentos, os viúvos deveriam ser obrigados a se casar novamente. Aliás, de acordo com esse pensamento, muitos de nossos antepassados foram ferrados. Nos velhos tempos, você poderia considerar-se sortudo se atingisse a idade adulta com ambos os pais ainda vivos. Mesmo em 1900, um quarto das crianças perdia um pai antes de completar 15.

4. Procriação nunca foi o único objetivo do casamento

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Um dos argumentos das pessoas que são anti-casamento gay é que o casamento serve apenas para o propósito de ter filhos. Desde que leva um óvulo e um espermatozoide para fazer um bebê, a conclusão dessas incríveis mentes é de que o único tipo aceitável de casamento é entre um homem e uma mulher.
Pessoas muito mais inteligentes têm apontado o quão ridículo é esse argumento. E casais em que um dos parceiros é infértil? Ou casais em que a mulher passou pela menopausa? Esses casamentos também são totalmente inválidos?
Aliás, mesmo em casamento entre homens e mulheres totalmente férteis, os casais têm tentado impedir a vinda de bebês desde a aurora dos tempos.
Na Idade Média, alguns levavam isso ao extremo. Homens e mulheres católicas podiam entrar em “casamentos josefitas” onde viviam juntos como marido e mulher, mas nunca faziam sexo.
E aqueles que queriam fazer sexo sempre buscaram alguma forma de controle de natalidade. Nos casos mais tristes e extremos de um passado sem muitas tecnologias nessa área, esse controle envolvia “acidentalmente” matar um bebê recém-nascido.
Conforme a passagem do tempo, as famílias foram tendo cada vez menos filhos (ou até mesmo nenhum) e o planejamento familiar foi se tornando muito importante – visto que ninguém parou de fazer sexo.
Enquanto países mais desenvolvidos como os EUA e grande parte do mundo ocidental já tinham decidido diminuir consideravelmente o tamanho de suas famílias em 1860, o Brasil demorou um pouco mais para ver essa mudança. Suas grandes transformações sociais ocorreram no século XX. Antes de 1970, o número médio de filhos por mulher estava acima de 6, mas depois caiu para menos de 2 filhos.
De qualquer forma, não significa que só recentemente os casais pararam de ter como objetivo principal procriar – só significa que agora temos melhores meios de controlar ou impedir nascimentos indesejados, e conforme a população fica ciente desses meios, escolhe se prevenir.

5. Casamento gay sempre existiu

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Ser gay não é uma nova moda. Os gays sempre existiram e se relacionaram, mesmo que não tivessem se casado ou você nunca os tivesse visto antes.
O casamento gay não era incomum na Roma Antiga; o imperador Nero casou publicamente pelo menos dois homens. Durante a dinastia Ming na China, não era incomum que homens mais velhos se casassem com homens jovens e os trouxessem para suas famílias como “genros oficiais”.
Enquanto o cristianismo sempre desaprovou o casamento de homens, no passado haviam maneiras de contornar esse tabu. A Igreja Ortodoxa e Católica ambas permitiam uma espécie de “união de irmãos” em que dois homens solteiros (totalmente héteros, claro, uhum) participavam de uma cerimônia oficial dizendo a todos como eram bons amigos e iriam viver e orar juntos, de uma forma totalmente decente.
As mulheres solteiras que viviam juntas sempre foram mais aceitas, mas isso não significa que tentavam esconder sua relação. No final de 1800, algumas relações entre mulheres eram chamadas de “casamentos de Boston” nos EUA. Em pelo menos um caso, Sylvia Drake e Caridade Bryant foram consideradas uma “família” sob a lei para fins fiscais. Na Espanha, em 1901, Elisa Sanchez Loriga fingiu ser um homem para se casar com Marcela Gracia Ibeas. Apesar disso, depois que foram descobertas, seu casamento não foi anulado.
Ou seja, por mais que você queira dizer que o casamento gay é impensável, a verdade é que as pessoas só começaram a se incomodar com isso no passado recente (na mesma época em que adquiriram gosto por controlar a vida dos outros e o que eles fazem na cama, mesmo não tendo nada a ver com isso). [Cracked, UFRJ,JusBrasil]

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Cientistas dão passos críticos para construir o primeiro computador quântico prático

Publicado em 30.04.2015
ibm computacao quantica
Cientistas da IBM fizeram avanços importantes para a construção de um computador quântico prático. Pela primeira vez, eles conseguiram detectar e medir os dois tipos de erros quânticos possíveis simultaneamente.
Esse passo é essencial para finalmente termos um computador mais avançado do que os atuais. O primeiro computador quântico poderia ser construído com apenas 50 bits quânticos (qubits) e ainda assim nenhuma combinação de supercomputadores de hoje o superariam.

O novo circuito

Os dois tipos de erros quânticos são bit-flip e phase-flip. Eles ocorrem em qualquer computador quântico real. Até agora, só era possível resolver um tipo de erro ou outro, mas nunca os dois ao mesmo tempo.
O novo e complexo circuito de bits da IBM, com base em uma rede quadrada de quatro qubits supercondutores num chip quadrado de cerca de 60 centímetros, permite que ambos os tipos sejam detectados simultaneamente.
Ao optar por um design quadrado em vez de uma matriz linear, o projeto da IBM mostra o melhor potencial para escalar a tecnologia, adicionando mais qubits para se chegar a um sistema quântico funcional.

Detecção de erros

Um dos grandes desafios da computação quântica é controlar ou remover a decoerência quântica – a criação de erros nos cálculos causados pela interferência de fatores como calor, radiação eletromagnética e defeitos de material. Esses erros são especialmente agudos em máquinas quânticas, uma vez que a informação quântica é muito frágil.
A peça mais básica de informação que um computador típico entende é o bit, que pode ter apenas dois valores: “1” ou “0”. Já um bit quântico (qubit) pode conter um valor de 1 ou 0, bem como os dois valores ao mesmo tempo. Isso se chama superposição e é designado como “0 + 1″.
Este estabelecimento de superposição é o que permite que os computadores quânticos escolham a solução correta entre milhões de possibilidades em um tempo muito mais rápido do que um computador convencional.
No entanto, dois tipos de erros podem ocorrer em tal estado de superposição. Um é chamado de bit-flip, que simplesmente inverte um 0 em 1 e vice-versa. Trabalhos anteriores já haviam mostrado como detectá-los em qubits. No entanto, faltava resolver os phase-flip. Esse erro inverte o sinal (+) da relação de fase entre 0 e 1.

O avanço

Todas as tecnologias qubits existentes são frágeis porque perdem a sua informação ao interagir com a matéria e radiação eletromagnética. Os pesquisadores têm encontrado formas de preservar essa informação muito mais tempo pela difusão dos dados através de muitos qubits físicos. “Código de superfície” é o nome técnico de um esquema de correção de erro que espalha informação quântica através de muitos qubits.
A equipe da IBM usou uma variedade de técnicas para testar os aspectos da informação quântica armazenada em qubits. Especificamente, conseguiram usar duas medições para revelar se ocorreu um erro de bit-flip ou de phase-flip a qualquer um dos qubits. Determinar a informação quântica conjunta nos qubits é um passo essencial para a correção de erro quântico sem destruir a informação contida dentro deles.
Como estes qubits podem ser projetados e fabricados com técnicas de silício padrão, a IBM antecipa que uma vez que vários qubits supercondutores sejam fabricados de forma confiável repetidamente e controlados com baixas taxas de erro, não haverá nenhum obstáculo fundamental para essa tecnologia quântica.

Aplicações

Embora computadores quânticos tenham sido tradicionalmente explorados para a criptografia, uma outra área interessante é o potencial de sistemas quânticos práticos de resolver problemas da física e da química que são insolúveis hoje.
Isso poderia permitir aos cientistas criar novos materiais, compostos e medicamentos sem experiências de tentativa e erro caras em laboratório, potencialmente aumentado a taxa e ritmo de inovação em muitos setores. 

sábado, 25 de abril de 2015

Google lança seu próprio serviço de telefonia móvel

Publicado em 24.04.2015
projeto fi google
Na última quarta-feira, dia 22, a Google lançou seu próprio serviço móvel sem fio nos EUA, com potenciais grandes economias para os clientes que utilizam seus aparelhos em casa e em viagens internacionais. No momento, o serviço chamado “Projeto Fi” está disponível apenas por convite e para o smartphone Google Nexus 6.

O serviço irá usar hotspots Wi-Fi, juntamente com as redes móveis das operadoras dos EUA Sprint e T-Mobile, e pode ser usado em 120 países sem tarifas de roaming. Ele será oferecido a um custo mensal de US$ 20 para serviço básico mais US$ 10 por mês para cada gigabyte de dados utilizados. Os clientes só pagam pelos dados que usam, ao contrário dos pacotes oferecidos por algumas operadoras no país.
“O Projeto Fi nos permite trabalhar em estreita parceria com operadoras líderes de mercado, fabricantes de hardware e todos vocês para expandir os limites do que é possível”, declarou a Google em um post no seu blog. “Ao projetar por meio de hardware, software e conectividade, podemos explorar mais plenamente novas maneiras para as pessoas se conectarem e se comunicarem”.

Conexão em todos os lugares

Segundo a gigante da tecnologia, o serviço conecta-se automaticamente a mais de um milhão de hotspots de Wi-Fi abertos e já verificados nos quesitos de velocidade e confiabilidade. “Quando você não está no Wi-Fi, nós o transferimos para aquela de nossas redes parceiras que esteja entregando a velocidade mais rápida, de modo a obter 4G LTE em mais lugares”.
As conexões serão criptografadas e o número de telefone ficará na nuvem, de modo que o usuário possa falar e mandar mensagens com o seu número em praticamente qualquer telefone, tablet ou laptop. Para viagens globais, o Projeto Fi permitirá chamadas de baixo custo em muitos países e acesso a dados em velocidades 3G sem encargos adicionais.
O novo serviço poderia dar um impulso para a linha de aparelhos Nexus da Motorola, que foi vendida pela Google no ano passado à Lenovo e, eventualmente, para outros telefones equipados com sistema operacional Android.
nexus google

Ameaça à Apple

“Este será o maior esforço da Google para substituir a Apple”, afirma Rob Enderle, consultor e analista de tecnologia e fundador do Enderle Group. “A vulnerabilidade da Apple está nas margens, que são grandes porque eles não conseguiram fazer [um serviço móvel] que seja competitivo com uma operadora. A Google, portanto, pode proporcionar um serviço melhor e com preços vastamente mais agressivos do que a Apple pode oferecer com uma operadora”.
Por outro lado, o analista Jack Gold, da empresa J. Gold Associates, diz que o projeto é “muito limitado” e pouco provável de criar problemas imediatos para grandes operadoras como AT & T e Verizon. “É apenas o Google tentando agitar tudo e dizer: talvez haja uma maneira melhor de fazer essa coisa toda de conectividade sem fio”, afirma Gold. “Isso não vai lhes custar um monte de dinheiro. O Google não está investindo nada em infraestrutura”.
Revolucionário ou não, o anúncio do Projeto Fi foi suficiente para fazer com que as ações da Google subissem logo depois da novidade ser dividida com o mundo. 

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Nada Muda.

    Hoje, baseado no fato de que o cidadão é o fiscal das ações dos seus parlamentares, fui assistir a eleição da mesa diretora da câmara, e qual não foi minha surpresa ao ver a situação ser invertida, em relação ao quadro definido no dia anterior, pois "de repente, não mais que de repente" toda o quadro havia sido invertido. Um antes opositor sofreu metamorfose e transbordou situação, ao ser alçado a condição de presidente da mesa diretora para o próximo biênio; por uma parte cumpriu-se uma antiga aspiração antes impedida por medida judicial, quando a eleição foi anulada a duas legislaturas.
     O processo democrático foi cumprido, embora de forma questionável pela interferência do executivo no processo, mas como dizia um velho amigo: " isso é o que temos e que nos resta".
      Parabéns aos vencedores, e parabéns mais veementes aos perdedores, pois esses, ousaram contrariar poderes econômicos, distribuição de cargos e outras benesses.
       Salve Garanhuns!

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

A depressão sempre é motivo de muito debate. Especialmente agora, com a morte do grande ator Robin Williams, que aparentemente cometeu suicídio, o debate mundial a respeito dessa doença e seus sintomas ficou ainda mais em evidência. O eterno Patch Adams sofria com uma depressão profunda, e as especulações são de que ele tenha colocado um fim na própria vida justamente por conta da doença.
Mundialmente, segundo um estudo epidemiológico publicado na revista especializada BMC Medicine, 121 milhões de pessoas estão deprimidas. Esse número é quase quatro vezes maior do que o de portadores de HIV (33 milhões). Já o Brasil lidera, entre os países em desenvolvimento, o ranking de prevalência da depressão: 18% da população que participou da pesquisa do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo estava deprimida há pelo menos um ano.
É comum que aqueles que poderiam se beneficiar com um tratamento acabem não tendo acesso a ele, seja por falta de informação ou até por interpretar os sintomas de maneira errada. Que uma coisa fique bem clara desde já: depressão não é frescura!
Abaixo listamos cinco dos mitos mais comuns sobre a condição, para esclarecer de uma vez por todas quão grave é esse diagnóstico:

Mito 1: Depressão é sinônimo de tristeza

Muitos conhecidos do ator Robin Williams que foram entrevistados desde a sua morte falaram que eles nunca o viram infeliz, ainda que ele sofria de depressão profunda. De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, muitas das pessoas que sofrem de depressão sentem sim uma tristeza esmagadora, mas, em contrapartida, muitos outros não sentem qualquer emoção específica. A melhor descrição seria uma sensação de vazio e apatia. E uma vez que a ansiedade muitas vezes acompanha a depressão, muitos sentem um constante estado de tensão que persiste por nenhuma razão aparente.

Mito 2: A depressão é um sinal de fraqueza mental

Parte do estigma que envolve a depressão é que os outros vão encarar essa doença como um sinal de fraqueza. No entanto, nós não temos o costume de acusar ninguém que sofra de uma doença cardíaca, ou tenha câncer, por exemplo, que são doenças que afetam uma ampla gama de pessoas. A depressão também é uma doença e, mais especificamente falando, é um transtorno médico absolutamente complexo que tem dimensões biológicas, psicológicas e sociais. Dessa forma, as pessoas “fortes” também podem sofrer de depressão grave, e as consequências de não tratá-la são tão reais e trágicas como em qualquer outro caso de doença grave. Uma condição que afeta a química do cérebro e do sistema nervoso não é menos devastadora do que uma que afeta qualquer outra parte do corpo.

Mito 3: A depressão é sempre situacional

Embora a depressão muitas vezes apareça por conta de um fato pontual, como perda de um ente querido, divórcio, estresse no trabalho, etc, ela não precisa desse tipo de faísca para começar. A depressão normalmente é diagnosticada quando alguém sofre de episódios prolongados (de pelo menos duas semanas) de desesperança, vazio e letargia que não têm nenhuma causa aparente. Esses períodos podem se manifestar inexplicavelmente, mesmo quando os eventos da vida parecem geralmente positivos. Esta, inclusive, é outra razão de porque depressão e tristeza não são sinônimos.

Mito 4: Sintomas de depressão são todos mentais

Embora seja verdade que muitos sintomas de depressão são coisas que normalmente associamos com a “cabeça” (emoção, tensão, etc), a condição se manifesta com frequência em todo o corpo. Sintomas depressivos comuns incluem indigestão, dificuldade em respirar, aperto no peito e fadiga geral. Alguns pacientes também se queixam de dores musculares persistentes.

Mito 5: Se você é diagnosticado com depressão, você usará antidepressivos o resto de sua vida

A forte presença de comerciais de antidepressivos e insistência da mídia nesse assunto tem tido uma repercussão negativa. Muitas pessoas têm medo de serem colocadas em um antidepressivo, mesmo que possam se beneficiar de seus efeitos, porque acham que o medicamento pode viciar e gerar uma dependência.
A realidade é que nem todo mundo se beneficia com antidepressivos. Segundo algumas estimativas, cerca de 40% das pessoas que recebem prescrição para ingerir o medicamento não experimentam nenhum benefício. Afinal, cada um é cada um. Algumas pessoas reagem melhor a formas de psicoterapia, como a terapia cognitivo-comportamental, ou uma combinação de medicação e terapia. Mesmo alguém que obtém bons resultados a partir de um antidepressivo pode, com supervisão médica, eventualmente, reduzir essa medicação. Por isso é importante o acompanhamento médico. Só um profissional irá saber o que receitar e qual o melhor tratamento para cada caso.

quarta-feira, 25 de junho de 2014


Governo fará ‘saque’ de 15 bi na Petrobras; ação despenca

petro-logo
Lembre-se sempre de quem você é acionista minoritário.
No que um analista chamou de “virada monstruosa”, as ações da Petrobras, que operavam em alta de 3% até o meio da tarde, terminaram o dia em queda de 3,6% depois que o mercado começou a entender a mais recente manobra do Governo envolvendo o caixa da empresa.
O Governo anunciou hoje que a Petrobras fará o pagamento, à União, de um bônus de assinatura no valor de 2 bilhões de reais este ano, seguido de mais 13 bilhões de reais entre 2015 e 2018 a título de antecipação de parte do excedente em óleo do pré-sal.
Os pagamentos anunciados hoje se referem aos volumes de petróleo que ultrapassam os limites contratados nos primeiros contratos entre a Petrobras e a União, logo após a descoberta do pré-sal.
Na época, estimou-se que uma determinada área do pré-sal continha ao menos 5 bilhões de barris de petróleo, e o Governo usou aqueles barris para fazer um aumento de capital na Petrobras — contrariando os acionistas minoritários, que tiveram que colocar dinheiro vivo na operação.
“O tamanho dos pagamentos não é um tamanho que assuste, mas o sinal enviado ao mercado é que o Governo, mais uma vez, está fazendo caixa em cima de uma companhia que já está apertada”, diz um gestor. “Você pode até fazer as contas e chegar à conclusão de que isso é um bom negócio para a companhia, mas a Petrobras ainda não retirou nem os 5 bilhões de barris originais, e já está antecipando ao governo caixa sobre o excedente.”
A decisão de hoje, tomada no âmbito do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) vem num momento em que as ações da Petrobras já subiram cerca de 50% a partir das mínimas do ano, embaladas pelo crescimento da oposição nas pesquisas eleitorais e a perspectiva de uma gestão mais profissional da empresa.
“[A decisão do CNPE] significa mais pressão sobre o caixa da empresa, que já está muito alavancada, e não traz nenhuma geração de caixa no curto prazo”, diz outro analista. “É péssimo para o papel.”
As ações preferenciais da Petrobras fecharam o dia a 17,64 reais.