sábado, 13 de outubro de 2018

Morcegos vampiros podem salvar pacientes de derrame

Por , em 6.09.2011
Atualmente, os pacientes que sofrem da maioria dos tipos de acidentes vasculares cerebrais (derrames) precisam tomar injeções anticoagulantes dentro de quatro horas do ataque para o tratamento funcionar.
Mais de 80% dos acidentes vasculares cerebrais ocorrem quando o suprimento de sangue para por causa de um coágulo no cérebro. Este tipo de acidente vascular cerebral, chamado de isquêmico, pode responder a injeções de anticoagulantes.
Um segundo tipo de ataque, chamado de acidente vascular cerebral hemorrágico, ocorre quando um vaso sanguíneo enfraquecido estoura e causa danos ao cérebro. Cirurgia de emergência é muitas vezes necessária para tratar derrames, a fim de remover o sangue do cérebro e reparar a ruptura dos vasos sanguíneos.
Agora, um novo estudo descobriu que um medicamento derivado da proteína da saliva dos morcegos vampiros pode ter o mesmo efeito da injeção anticoagulante por até nove horas. Uma droga derivada da substância pode diluir o sangue e dissolver coágulos no cérebro, salvando vidas e limitando os danos causados por derrames.
A droga, chamada Desmoteplase, pode ser dada a pacientes que sofreram um derrame enquanto estiverem adormecidos, para depois acordar horas mais tarde.
Morcegos vampiros foram escolhidos porque usam sua saliva para manter o sangue de suas presas fino o suficiente para beber.
Com 40 hospitais e mais de 400 pacientes participando da pesquisa, o tratamento está em seus estágios iniciais, mas se for bem, pode ser usado em larga escala dentro de três anos.
Pesquisadores que realizaram um estudo anterior menor disseram que a droga se mostrou promissora, “o maior avanço” no tratamento de acidente vascular cerebral em duas décadas.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Conheça o diamante de 10 bilhões de trilhões de quilates

Por , em 30.09.2010
Você já viu algum diamante que parecesse uma estrela? E uma estrela que é um diamante? Pois saiba que astrônomos descobriram, brilhando no céu, uma estrela de 10 bilhões de trilhões de quilates.
O diamante cósmico é um pedregulho de carbono cristalizado (diamante) de 4mil quilômetros de diâmetro e localiza-se a 50 anos luz de distância da Terra, na constelação de Centauro. Ele é, na prática, o centro comprimido de uma velha estrela que, em algum dia remoto, foi como o nosso Sol. Mas desde que a energia da estrela acabou ela foi se comprimindo e acabou virando esse enorme diamante.
Ela pode ser conhecida como uma “anã branca” cristalizada, que é como os astrônomos chamam as sobras do centro de uma estrela que morreu. Como esses interiores são feitos de carbono, os cientistas já suspeitavam que eles pudessem se cristalizar na forma de diamantes, mas provar isso só se tornou possível recentemente.
Os astrônomos a batizaram de “Lucy”, em homenagem à música dos Beatles “Lucy in the sky with diamonds”.
E Lucy não só brilha intensamente como também vibra, como um enorme gongo. Foi estudando essas vibrações que os astrônomos puderam verificar como é feito o seu interior.
Para medir corretamente os quilates do diamante e seu valor astrônomos dizem que precisaríamos de uma lupa de joalheiro do tamanho do Sol.
Não é preciso nem ser um astrônomo ou um especialista em jóias para saber que Lucy deixa o maior diamante da Terra no chinelo – o Golden Jubilee (Jubileu dourado), o recordista atual, tem 546 quilates.
O nosso Sol, algum dia, pode se tornar algo parecido. Estima-se que ele irá virar uma anã branca daqui a 5 bilhões de anos. Dois bilhões de anos depois disso, ele será cristalizado e também deixará um enorme diamante cósmico no céu.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

10 passagens não muito “cristãs” da Bíblia

Por , em 2.08.2018
O cristianismo é uma religião que prega o amor ao próximo, o perdão e diversos outros ideais positivos e bonitos. Porém, não é só de coisas boas que é feita a Bíblia, o livro sagrado da religião. Diversas passagens do livro são no mínimo polêmicas e têm potencial de causar desconforto em qualquer cristão. O site Listverse fez uma lista com as 10 passagens da Bíblia mais controversas e obscuras. Veja quais
são:

10. Escravos devem ser bons súditos para seus mestres


Esta é uma das passagens mais controversas da lista, já que não só não critica a escravidão, como afirma que os escravos devem ser “bons súditos”, mesmo para mestres ruins. Na edição de Douay-Reims da Bíblia Sagrada, a passagem é traduzida assim:
“Servos, estejam sujeitos a seus senhores com todo o medo, não apenas para os bons e gentis, mas também para os perversos”. Pedro 2:18
Mas em outras versões da Bíblia, ela é traduzida de forma um pouco diferente. A Nova Versão Internacional, por exemplo, usa a palavra “escravos” em vez de “servos”.
Algumas pessoas acreditam que esta passagem justifica a posse de escravos. Alguns até chegam a dizer que a passagem faz um argumento bíblico para a escravidão sexual. Outros, no entanto, acreditam que o texto foi apenas traduzido erroneamente em algumas versões da escritura. De qualquer forma, o texto defende que pessoas escravizadas (ou em posição de servidão) não reajam diante de uma liderança cruel.

9. Você pode bater em seus escravos até a morte, desde que eles não morram imediatamente


O livro do Êxodo contém muito material sobre a propriedade de escravos, mas essa passagem em particular é bastante perturbadora:
“Aquele que fere seu escravo ou escrava com uma vara, e eles morrem sob suas mãos, será culpado do crime. Mas se a parte permanecer viva por um dia ou dois, ele não estará sujeito à punição, porque é seu dinheiro”. – Êxodo 21: 20–21
De acordo com essa regra, um proprietário de escravos pode bater em suas “propriedades” até a morte, desde que o escravo não morra imediatamente. Se o escravo for capaz de sobreviver por um ou dois dias, não há punição. Adorável, não?

8. Mulheres que não forem mais virgens no dia do casamento devem ser apedrejadas


As escrituras bíblicas não são particularmente favoráveis às mulheres. Esta aqui vem de Deuteronômio e é particularmente perturbadora, pois envolve uma sentença de morte para mulheres que supostamente perderam a virgindade antes do casamento.
“Mas, se a acusação for verdadeira, tendo-se verificado não ser virgem a jovem, ela será levada até a entrada da casa do pai e os homens da cidade a apedrejarão até à morte, por haver cometido uma infâmia em Israel, prostituindo-se na casa paterna. Assim eliminarás o mal de teu meio” – Deuteronômio 22: 20–21

7. Se uma mulher for estuprada e não gritar alto o suficiente, ela será apedrejada


Novamente, o livro de Deuteronômio se mostra pouco amigável às mulheres.
“Se um homem se casou uma donzela que é virgem, e alguém a encontra na cidade e se deita com ela,
Tu os levarás à porta da cidade, e serão apedrejados: a moça, porque não chorou, estando na cidade: o homem, porque humilhou a mulher do seu próximo. E tirarás o mal do meio de ti” – Deuteronômio 22: 23–24
Ou seja, se uma virgem é casada, mas alguém a encontra na cidade e faz sexo com ela, e ela não “grita”, então ele e ela serão apedrejados. O curioso é que, se a situação acontecesse no campo, apenas o homem seria apedrejado, e não a mulher.
“Mas se foi no campo que o homem encontrou a jovem noiva e lhe fez violência, só o homem que a violentou deverá morrer. À moça, porém, nada farás. Ela não cometeu um pecado digno de morte” – Deuteronômio 22: 25–26.
A lógica seria a de que na cidade ela poderia ser ajudada, enquanto no campo ninguém ouviria seus gritos. Mas e se o estuprador cobrir sua boca ou ameaçá-la de morte se ela gritar? Ninguém parece ter feito essas perguntas enquanto escrevia essas regras.

6. Se você forçar uma virgem solteira a fazer sexo, você pode comprá-la


Depois dos dois itens anteriores desta lista, as passagens do livro de Deuteronômio já não deveriam mais ser chocantes, mas ainda são:
“Se um homem encontrar uma donzela que é virgem, que não é casada, agarrá-la e deitar-se com ela, e o assunto seja julgado:
Quem se deitar com ela dará ao pai da donzela cinquenta partes de prata, e a terá por mulher, porque a humilhou; não poderá afastá-la pelo resto de sua vida”. – Deuteronômio 22: 28– 29.
Muitos acreditam que a parte que fala sobre pegar ou agarrar a moça significa que o texto está falando sobre estupro. Em todo caso, não parece que a mulher tenha muita escolha no assunto. Além disso, se o homem a a comprar, eles devem se casar para sempre.
O que é pior do que ser forçado a fazer sexo? Talvez ser forçado, por lei, a se casar com a pessoa que forçou você.

5. Você não pode entrar na igreja do Senhor sem seus testículos ou pênis


Essa é uma das regras mais específicas da Bíblia. Os textos cristãos têm alguns padrões bastante duros sobre quem era ou não autorizado a entrar na igreja. E para os homens, parece que os órgãos genitais eram uma necessidade se eles quisessem fazer isso.
“Um eunuco, cujos testículos são quebrados ou cortados, ou tem o pênis cortado, não entrará na igreja do Senhor” – Deuteronômio 23: 1.
O texto sagrado não explica a razão para isso – e nem como a presença de genitais era verificada.
Filhos bastardos e seus descendentes também não podem entrar na igreja do Senhor: “Nenhum filho ilegítimo entrará na assembleia do Senhor até a décima geração” – Deuteronômio 23: 3 .

4. Pena de morte para o adultério


Esta passagem vem de Levítico e basicamente diz que se alguém cometer adultério com a esposa de outro homem, ambos serão mortos.
“Se alguém cometer adultério com a esposa de outro homem e contaminar a mulher do próximo, seja morto, tanto o adúltero quanto a adúltera – Levítico 20:10

3. Se alguém que você ama tenta levá-lo para longe de Deus, essa pessoa deve morrer


O livro de Deuteronômio também se preocupa em evitar que os cristãos se afastassem de Deus através da influência de familiares ou amigos – e isso, obviamente, leva à pena de morte.
“Se teu irmão, filho de tua mãe, ou teu filho, ou filha, ou tua mulher que está em teu seio, ou teu amigo, a quem amas como tua própria alma, te persuadir secretamente, dizendo: Vamos, e sirvamos deuses estranhos, que não conheces, nem teus pais
De todas as nações ao redor, que estão perto ou longe, de uma extremidade da Terra à outra,
Não consentes a ele, não o escuteis, nem o teu olho poupe-o de pena e de ocultação,
Mas tu deverás o entregar à morte. Deixe que a tua mão seja a primeira sobre ele e depois as mãos de todo o povo.
Com pedras será apedrejado até a morte: porque ele te retiraria do Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão” – Deuteronômio 13: 6–10

2. Deus ordenou a seu povo que cometesse genocídio


Esta passagem mostra o profeta Samuel transmitindo uma mensagem de Deus a Saul, o rei de Israel:
“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eu me recordei do que fez Amaleque a Israel; como se lhe opôs no caminho, quando subia do Egito. Vai, pois, agora e fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos” – 1 Samuel 15:2,3
Nesta passagem, o Deus dos israelitas pronuncia o julgamento sobre seus inimigos, os amalequitas, Ordenando que Israel os destrua completamente, incluindo homens, mulheres, crianças e animais.
Ou Samuel entendeu errado o que Deus quis dizer, ou o Deus do antigo julgamento tinha uma sede de vingança implacável.

1. Homossexuais devem ser mortos


O livro de Deuteronômio se destaca no que diz respeito a regras estapafúrdias e cruéis, mas o livro de Levítico não fica atrás. Aqui está o que o livro diz sobre os homossexuais:
“Se alguém se deitar com um homem como com uma mulher, ambos cometerão uma abominação, sejam eles mortos; seu sangue esteja sobre eles” – Levítico 20:13
Este verso está literalmente dizendo que se dois homens fazem sexo, como um homem e uma mulher fazem sexo, então eles devem ser mortos por terem cometido “uma abominação”. A passagem omite qualquer referência à homossexualidade feminina, mas isso pode só reforçar os ideais patriarcais e homofóbicos da sociedade de onde vieram estas leis.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

10 descobertas médicas surpreendentemente futuristas

Por , em 10.06.2016
Aqueles que viveram uma parte substancial de suas vidas antes da virada do século costumavam pensar em nosso período de tempo atual como um futuro muito, muito distante, cheio de invenções e descobertas revolucionárias. Quem cresceu com filmes como “Blade Runner” (que se passa em 2019), tende a ficar um pouco impressionado com o quão não futurístico o futuro acabou sendo – de uma perspectiva estética, pelo menos.
Porém, enquanto aquele carro voador tão prometido pode nunca chegar, avanços recentes menos chamativos, mas igualmente impressionantes, na tecnologia médica poderiam ajudar muito a melhorar a qualidade de vida à medida que nos movemos para um futuro ainda mais distante. Confira alguns deles nesta seleção preparada pelo site Listverse.

10. Próteses personalizadas à base de biomateriais

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A tecnologia de substituição de articulação e osso já percorreu um longo caminho nas últimas décadas, com dispositivos à base de plástico e cerâmica começando a prevalecer sobre os de metal. No entanto, a mais nova geração de ossos e articulações artificiais levará todo o conceito ainda mais além: eles foram concebidos para se fundir organicamente com o corpo.
Isto é possível, é claro, por meio da impressão 3D (o que será um tema recorrente nessa lista). No Reino Unido, os cirurgiões no Hospital Geral de Southampton foram pioneiros com uma técnica na qual um implante de quadril de titânio impresso em 3D de um paciente idoso foi mantido no lugar por uma “cola” feita a partir das células-tronco do próprio paciente.
Por mais impressionante que isso possa ser, o professor Bob Pilliar, da Universidade de Toronto, fez um upgrade significativo com implantes de última geração que realmente imitam o osso humano. Usando um processo que liga seu composto substituto ósseo (usando luz ultravioleta) a estruturas extremamente complexas com precisão cirúrgica, Pilliar e sua equipe criaram uma pequena rede de dutos de suporte e canais dentro dos próprios implantes.
Então, as células ósseas do paciente que voltam a crescer se distribuem ao longo dessa rede, unindo o osso ao implante. O composto de osso artificial, em seguida, dissolve-se ao longo do tempo e as células e os tecidos naturalmente recriados retêm a forma do implante. Segundo o próprio Pilliar, ainda não é algo digno de “Jornada nas Estrelas”, mas segue o mesmo princípio da tecnologia vista na saga.

9. Marcapasso minúsculo

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Desde que o primeiro marcapasso foi implantado, em 1958, a tecnologia, é claro, melhorou consideravelmente. No entanto, após algumas grandes descobertas na década de 1970, ela basicamente se estagnou em meados dos anos 80. Surpreendentemente, a Medtronic – a companhia que produziu o primeiro marcapasso alimentado por bateria – está chegando ao mercado com um dispositivo que irá revolucionar os marcapassos da mesma forma que o seu dispositivo já melhorou os portáteis. O novo dispositivo é do tamanho de um comprimido de vitamina e não necessita de nenhuma cirurgia.
O modelo chega ao coração através de um cateter na virilha, anexando-se ao órgão com pequenas pinças e fornecendo os impulsos elétricos normais necessários. Embora a cirurgia de marcapasso comum seja bastante intrusiva, criando uma “bolsa” para o dispositivo ficar ao lado do coração, a versão minúscula torna o processo muito mais fácil e, surpreendentemente, melhora a taxa de complicação do original em mais de 50%, com 96% dos pacientes relatando não terem tido grandes complicações.
A Medtronic pode ser a primeira empresa a levar o produto para o mercado (ela já tem autorização da FDA, órgão responsável pelo controle de alimentos e medicamentos nos EUA), mas outros grandes fabricantes de marcapasso têm dispositivos concorrentes em desenvolvimento, com medo de serem deixados para trás no que atualmente é um mercado anual de US$ 3,6 bilhões. A Medtronic iniciou o desenvolvimento de seu minúsculo salva-vidas em 2009.

8. Implante ocular do Google

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A empresa que começou como um sistema de busca na internet continua sua luta para se tornar onipresente e, aparentemente, dominar o mundo. A Google parece ter a intenção de integrar a tecnologia em todos os aspectos da vida e é preciso admitir que eles têm algumas ideias interessantes para juntar a suas invenções mais antigas. Uma das mais recentes tem tanto aplicações com potencial para mudar a vida das pessoas quanto parece totalmente aterrorizante.
O projeto que é conhecido como Google Contact Lens é exatamente o que parece: uma lente implantável, que substitui a lente natural do olho (destruída no processo) e que pode ser ajustada para corrigir problemas de visão. Ela se conecta ao olho com o mesmo material utilizado para fazer lentes de contacto moles e tem uma variedade de aplicações potenciais, não só médicas, como a leitura da pressão arterial de pacientes com glaucoma ou a gravação dos níveis de glucose de pessoas com diabetes, mas de tecnologia sem fio, atualizando registros de deteriorações na visão do paciente.
Ela poderia até mesmo restaurar a visão perdida completamente. Claro que, com este protótipo estando a uma curta distância de ter uma câmera real implantada em seu olho, já existe muita especulação sobre a possibilidade de abuso tecnológico.
Neste momento, não se pode dizer quando o produto pode estar no mercado. Mas uma patente foi criada e os ensaios clínicos confirmaram a viabilidade do procedimento.

7. Pele artificial

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Embora os avanços na tecnologia de enxerto de pele artificial tenham tido um progresso constante nas últimas décadas, duas novas descobertas de ângulos bem diferentes podem abrir novas áreas de pesquisa. No Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o cientista Robert Langer desenvolveu uma “segunda pele”, que ele chama de XPL (camada de polímero reticulado). O material extremamente fino imita a aparência da pele lisa e jovem – um efeito que ocorre quase instantaneamente na aplicação, porém, até agora, perde o seu efeito após cerca de um dia.
Por mais interessante que essa proposta seja, o professor de química da Universidade da Califórnia em Riverside Chao Wang está trabalhando em um material de polímero ainda mais futurista. A invenção do chinês pode se autocurar de danos à temperatura ambiente e, além disso, é infundida com partículas minúsculas de metal que a tornam capaz de conduzir energia eléctrica. Embora ele não diga abertamente que está tentando criar super-heróis, ele admite ser um grande fã do Wolverine e diz: “[A pesquisa] está tentando trazer a ficção científica para o mundo real”.
Curiosamente, alguns materiais autocurativos já chegaram Ao mercado, tal como o revestimento de autorreparação no telefone Flex da LG, que Wang cita como um exemplo de vários tipos de aplicações que ele vê para esta tecnologia no futuro.

6. Implantes cerebrais de restauração de movimento

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Ian Burkhart, de 24 anos, sofreu um acidente aos 19 anos que o deixou paralisado do peito para baixo. Nos últimos dois anos, ele vem trabalhando com os médicos para ajustar o dispositivo implantado em seu cérebro – um microchip que lê impulsos elétricos e os traduz em movimento. Embora o dispositivo esteja longe de ser perfeito – ele só pode usá-lo no laboratório com o implante conectado a um computador através de uma manga usadA em seu braço -, o jovem conseguiu reaprender tarefas como servir bebidas de uma garrafa e foi até capaz de jogar um ou dois videogames.
Na verdade, Ian é o primeiro a admitir que ele pode nunca se beneficiar diretamente da tecnologia. É mais uma “prova de conceito” para mostrar que os membros que já não têm conexões com o cérebro podem ser reconectados a impulsos do cérebro através de meios externos.
No entanto, é bastante provável que a sua submissão a uma cirurgia no cérebro e a sessões com o equipamento três vezes por semana durante anos seja de enorme ajuda no avanço desta tecnologia para as gerações futuras. Embora procedimentos semelhantes tenham sido utilizados para reconstituir parcialmente o movimento em macacos e animar um braço robótico usando ondas cerebrais humanas, este é o primeiro exemplo de sucesso num sujeito humano.

5. Enxertos bioabsorvíveis

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Stents ou enxertos – tubos de malha de polímero que são inseridos cirurgicamente em artérias para aliviar o bloqueio – são um mal necessário, já que são sujeitos a complicações durante a vida do paciente e apenas moderadamente eficazes. O potencial para complicações particularmente em pacientes jovens faz com que os resultados de um estudo recente envolvendo enxertos vasculares bioabsorvíveis seja muito promissor.
O procedimento é chamado de restauração do tecido endógeno. Em pacientes jovens nascidos sem algumas conexões necessárias em seus corações, os médicos conseguiram criar essas conexões usando um material avançado que atua como um “andaime”, permitindo que o corpo replique a estrutura com material orgânico com o implante e então se degrade. Foi um estudo limitado com apenas cinco pacientes jovens, porém, todos os cinco se recuperaram sem complicações.
Ainda que este não seja um conceito novo, o novo material envolvido no estudo (composto de polímeros bioabsorvíveis supramoleculares, fabricado usando um processo de eletrofiação) parece representar um importante passo. Stents de gerações anteriores compostos por outros polímeros e até mesmo ligas metálicas tiveram resultados contraditórios, levando a uma adoção retardada do tratamento no mundo todo, exceto na América do Norte.

4. Cartilagem de biovidro

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Outra construção de polímero impressa em 3D tem o potencial de revolucionar o tratamento de algumas lesões muito debilitantes. Uma equipe de cientistas do Imperial College London, na Inglaterra, e da Universidade de Milano-Bicocca, na Itália, criaram um material que chamam de “biovidro” – uma combinação de sílica e polímero que tem as propriedades resistentes e flexíveis da cartilagem.
Estes implantes de biovidro são como os stents do item anterior, mas feitos a partir de um material completamente diferente para uma aplicação totalmente diferente. Uma proposta de utilização destes implantes é como um andaime para incentivar o crescimento natural da cartilagem. Mas eles também têm propriedades de autocura, capazes de religarem-se ao entrar em contato, caso sejam desconectados.
Embora a primeira aplicação a ser testada seja a substituição de um disco espinal, uma outra versão, permanente, do implante está em desenvolvimento para o tratamento de lesões no joelho e outras lesões nas áreas em que a cartilagem não irá crescer novamente. O meio de produção – a impressão 3D – faz com que os implantes sejam muito mais baratos de produzir e ainda mais funcionais do que os atuais e principais implantes deste tipo, que devem normalmente ser cultivados num laboratório.

3. Músculos de polímero autocurativos

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Para não ficar atrás, o químico da Universidade de Stanford Cheng-Hui Li tem trabalhado duro em um material que poderia ser o bloco de construção de um músculo artificial real, que pode ser até mesmo capaz de superar nossos insignificantes músculos naturais. Seu composto – uma combinação orgânica de silício, nitrogênio, oxigênio e átomos de carbono – é capaz de esticar a mais de 40 vezes o seu comprimento e voltar ao normal logo em seguida.
Ele também pode se recuperar de furos em 72 horas e, evidentemente, reconstituir-se caso seja rompido devido a atração provocada por um “sal” de ferro no seu composto. Por ora, ele deve ser colocado em conjunto para recolocar-se desta forma – as peças não “rastejam” em direção à outra para se unir novamente. Ainda.
Além disso, no momento, o único ponto fraco deste protótipo é a sua condutividade elétrica limitada. A substância só aumenta em comprimento 2% quando exposta a um campo eléctrico, em oposição aos 40% atingidos por músculos reais. Espera-se que este obstáculo seja superado em pouco tempo – e, da nossa parte, também torcemos para que Li, os cientistas da cartilagem de biovidro e o Dr. Wolverine, dos itens anteriores, entrem em contato uns com os outros ainda mais em breve, se já não forem amigos íntimos a essa altura do campeonato.

2. Corações fantasma

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A técnica que está sendo iniciada por Doris Taylor, diretora de medicina regenerativa no Instituto do Coração do Texas, vai por um caminho um pouco diferente dos biopolímeros impressos em 3D que discutimos acima. Taylor demonstrou em animais – e está pronta para tentar em seres humanos – uma técnica que utiliza apenas material orgânico e pode ser ainda mais digna de ficção científica do que qualquer coisa que tenhamos discutido aqui.
Em suma, o coração de um animal – um porco, por exemplo – é embebido em um banho químico que destrói e suga todas as células, exceto a proteína. O resultado do procedimento é um “coração fantasma” vazio que pode, então, ser injetado com as células-tronco do paciente.
Uma vez que o material biológico necessário está em seu lugar, o coração é ligado a um dispositivo que equivale a um sistema circulatório e pulmões artificiais (um “biorreator”) até que comece a funcionar como um órgão e possa ser transplantado para o paciente. A pesquisadora demonstrou a técnica com sucesso em ratos e porcos, mas não ainda em um paciente humano.
É uma técnica semelhante que tinha tido algum sucesso com órgãos menos complexos como bexigas e traqueias. Taylor admite que aperfeiçoar o processo – e conseguir fornecer um fluxo constante de corações modificados, eliminando a lista de transplante de espera por completo – é um longo caminho. No entanto, tem sido apontado que, mesmo se a cientista não conseguir atingir o objetivo desejado, todo esse esforço, sem dúvida, trará uma maior compreensão da construção do coração e irá melhorar o tratamento de doenças cardíacas.

1. Malhas cerebrais injetáveis

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Por fim, temos uma tecnologia de ponta com o potencial para conectar completamente o cérebro de forma rápida, simples e com uma injeção. Pesquisadores da Universidade de Harvard desenvolveram uma malha de polímero condutora de eletricidade que é, literalmente, injetada no cérebro, onde ela se infiltra nos cantos e recantos, fundindo-se com o tecido do cérebro real.
Até agora, consistindo de apenas 16 elementos eléctricos, a malha foi implantada no cérebro de dois ratos por cinco semanas sem rejeição imunológica. Os pesquisadores preveem que um aparelho de larga escala, composto por centenas de tais elementos, poderia, num futuro próximo, monitorar ativamente o cérebro chegando até neurônios individuais. Outras aplicações potenciais incluem o tratamento de desordens neurológicas tais como a doença de Parkinson e derrame.
Eventualmente, as descobertas também podem levar os cientistas a uma melhor compreensão da função cognitiva superior, emoções e outras funções do cérebro que atualmente permanecem obscuras. Essa ponte entre a ciência neurológica e física poderia muito bem alimentar muitos dos avanços do futuro ainda mais distante. [Listverse]

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Pesquisadores descobrem processo que neutraliza tumores

Por , em 12.07.2018
Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia San Diego (UCSD), Universidade de Chicago e da Nanjing Medical School, na China, descobriram um processo celular que pode ajudar na elaboração de melhores imunoterapias para pacientes com câncer. O estudo foi publicado no periódico Cell Reports no último dia 10.
Normalmente, o sistema imune identifica tumores como uma ameaça e emprega células T para encontrá-los e matá-los. No entanto, explica o portal Medical Xpress, as células tumorais evoluíram para burlar essa defesa. Elas usam a proteína PD-L1 para impedir que as células T executem suas funções, evitando, assim, as defesas imunológicas. A PD-L1 protege os tumores ativando um “freio molecular” conhecido como PD-1, expresso nas células T, que as detém – e existe para evitar doenças autoimunes.
Como esse é um dos principais mecanismos de evasão do tumor, imunoterapias foram desenvolvidas usando anticorpos desenvolvidos para bloquear a interação PD-L1/PD-1 e já foi clinicamente comprovado que elas beneficiam certos pacientes com câncer. Porém, o motivo para que alguns pacientes não respondessem a esse tratamento era um mistério, que começou a ser desvendado agora.

Um passo adiante

Os pesquisadores descobriram que alguns tumores têm não apenas a arma PD-L1, mas também o “freio” PD-1. Esta expressão simultânea leva a PD-1 a ligar-se e neutralizar a PD-L1 na mesma célula tumoral. Assim, o PD-L1 nessas células tumorais não pode mais ativar o freio PD-1 nas células T.
“É uma descoberta muito empolgante”, declarou o pesquisador da UCSD Enfu Hui em comunicado à imprensa. “Nosso estudo descobriu um papel inesperado da PD-1 e outra dimensão da regulação da PD-1 com importantes implicações terapêuticas”.
O que o estudo sugere é que pacientes com altos níveis de PD-1 nas células tumorais podem não responder bem aos anticorpos bloqueadores porque a via metabólica da PD-1 é autoanulada. Nesses pacientes, os tumores provavelmente usam outros mecanismos além do PD-L1/PD-1 para escapar da destruição imunológica.
O próximo passo de Hui e seus colegas é determinar outros possíveis mecanismos de “autocancelamento” na interface do tumor e das células imunes. “Achamos que nossa descoberta é a ponta do iceberg”, disse. “Nós especulamos que o autocancelamento é um mecanismo geral para regular a função das células imunes. Entender esses processos com mais clareza ajudará a desenvolver melhores estratégias de imunoterapia e prever com maior confiabilidade se um paciente responderá a elas ou não”. [Medical XpressUCSDCell Reports]

quarta-feira, 27 de junho de 2018


Lua de Saturno contém complexas moléculas baseadas em cabono, mas ainda não é possível afirmar se isso é um sinal de vida© NASA Lua de Saturno contém complexas moléculas baseadas em cabono, mas ainda não é possível afirmar se isso é um sinal de vida
Cientistas descobriram a existência de complexas moléculas baseadas em carbono nas águas de Enceladus, uma lua de Saturno.
Até agora, tais moléculas só haviam sido encontradas na Terra e em alguns meteoritos.
Acredita-se que elas tenham sido formadas por reações entre a água e rochas mornas em um oceano subterrâneo de Enceladus.
Embora isso não seja um sinal de existência de vida, indica que a lua de Saturno pode ser capaz de abrigar organismos que já existam.
A descoberta foi feita pela análise de dados coletados pela sonda Cassini.

Precursoras necessárias para a vida

"Essas enormes moléculas contêm uma complexa rede geralmente constituída por centenas de átomos", diz o autor do estudo, Frank Postberg.
"Trata-se da primeira detecção da história de organismos dessa complexidade em um ambiente aquático extraterrestre."
Na Terra, tais moléculas geralmente são criadas biologicamente, mas esse pode não ser o caso em Saturno.
"Elas (moléculas) são precursoras necessárias para a vida", explica Postberg. Mas, no que diz respeito à descoberta em Enceladus, "até o momento não sabemos se esses organismos são irrelevantes biologicamente ou se são sinais de vida ou de química prebiótica".
Enceladus: Fósforo e enxofre jamais foram encontrados na Enceladus, mas os demais ingredientes necessários à vida estão presentes ali© Press Association Fósforo e enxofre jamais foram encontrados na Enceladus, mas os demais ingredientes necessários à vida estão presentes ali
Para que exista vida, é necessário haver água líquida, energia, matéria orgânica (compostos de carbono) e um grupo particular de elementos (hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre).
O fósforo e o enxofre jamais foram encontrados em Enceladus, mas os demais ingredientes estão presentes ali.

Próximos passos

A Cassini nunca foi projetada para detectar vida - na verdade, a missão espacial foi lançada antes mesmo que os cientistas soubessem a respeito das peculiares fontes de água emergindo do polo sul da Enceladus.
A sonda desintegrou-se em 2017, após passar 13 anos explorando Saturno - e tendo documentado, em 2005, a existência de gêiseres de água congelada ali.
Um detalhe importante é que já existe na Terra uma tecnologia capaz de distinguir se as moléculas encontradas em Saturno têm origem biológica.
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"O próximo passo lógico", diz Postberg, "é voltar em breve à Enceladus para descobrir se há vida extraterrestre ali."